Por que surgiu a necessidade de criação dos sindicatos na Europa?

Por que surgiu a necessidade de criação dos sindicatos na Europa?
O sindicalismo, como organização de luta e reivindicação, nasce junto com a expansão do capitalismo, no século XVII, quando a máquina sucede ou substitui o trabalho artesanal, levando, de um lado, à concentração da propriedade e dos meios de produção, e, de outro, à maximização do lucro e da exploração dos trabalhadores.  Assim,  o  sindicato  surge  da união dos trabalhadores para somar forças no combate à super-exploração e na reivindicação de emprego, salário, condições de trabalhos salubres, além de combater a mais-valia. Os  primeiros  sindicatos  nascem  na  Inglaterra,  país  considerado o  “berço  do  capitalismo”.  Entretanto,  o  direito  à  livre  associação dos  operários  ingleses,  apesar  de  já  existirem  organizações  de trabalhadores, só foi permitido, legalmente e sem repressão, com a votação de uma lei no Parlamento da Inglaterra, em 1824. Essa lei resultou da pressão dos trabalhadores.  A partir do reconhecimento ou legalização, as uniões sindicais (tra-de-unions), como são chamados os sindicatos ingleses, passaram a fixar e exigir pisos salariais. Nas negociações, já naquela época, os operários constituíam fundo de greve (Caixa de Resistência) para garantir auxílio financeiro durante os movimentos grevistas. Cabe destacar que o sindicalismo, em sua origem, priorizava a luta estritamente econômica e  reivindicatória.

Fonte:  Para que serve e o que faz o movimento sindical – Esta publicação faz parte da série Educação Política do DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, setembro de 2013

Mestrado em Sociologia Política (UFSC, 2014)
Graduação em Ciências Sociais (UFSC, 2011)

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O sindicalismo é uma corrente que defende a importância de fortalecer os sindicatos para defender a classe trabalhadora. Antes dos sindicatos, já haviam outras formas de associação entre trabalhadores de um mesmo ramo ou ofício. As sociedades de socorro e auxílio mútuo tinham por objetivo prestar assistência aos trabalhadores e suas famílias em momentos de dificuldades.

Com o avanço da Revolução Industrial e o desenvolvimento do capitalismo, grandes massas são expulsas do campo e de seus antigos empregos, compondo uma nova classe social: o proletariado. Essa classe encontra condições de vida precárias nas novas cidades e não conta com nenhum tipo de proteção no âmbito do trabalho. As fábricas do século XIX eram um ambiente terrível para os trabalhadores, que cumpriam uma jornada, em média, de 14 a 16 horas diárias a troco de um salário miserável. As condições eram insalubres, havia muitos acidentes de trabalho e era comum o uso de mão de obra infantil (a partir do 6 anos de idade) e a aplicação de punições físicas aos trabalhadores considerados menos produtivos ou indisciplinados.

Nesse contexto, os sindicatos surgem pela necessidade de conquistar melhores condições de trabalho e salários mais justos. De início, os sindicatos foram duramente reprimidos e, até as últimas décadas do século XIX, as atividades sindicais eram proibidas na maioria dos países europeus. Com o passar do tempo, os sindicatos foram se institucionalizando, virando a principal ferramenta de negociação e diálogo entre patrões e empregados. Esse processo, em muitos casos, também caminhou para uma burocratização interna dos sindicatos, com a cooptação de seus líderes e, consequentemente um afastamento das bases. Algumas lideranças deixam de representar os interesses de suas categorias e usam o sindicato para proteger interesses próprios, do Estado, de partidos políticos e, por vezes, até mesmo de seus patrões.

Historicamente, a principal ferramenta de luta do sindicalismo tem sido a greve. A interrupção momentânea do trabalho mostra a importância dos trabalhadores para a geração de riqueza – ou para o próprio funcionamento da comunidade – e é um instrumento efetivo de pressão, responsável por uma série de conquistas no campo trabalhista, das quais desfrutamos ainda hoje. O papel do sindicato em um processo mais amplo de transformação social é objeto de grande debate dentro dos movimentos socialistas como um todo. Para alguns, o sindicado têm seus limites e está fadado a conquistas pontuais quando não alinhado com uma organização maior, como um partido, que direcione suas ações. Já os defensores do sindicalismo revolucionário, defendem a importância central dos sindicatos e pregam a ação direta – como as greves e as sabotagens – para a transformação radical da sociedade rumo a ruptura com o Estado e o capitalismo.

A primeira greve registrada no Brasil aconteceu no ano de 1858 e foi organizada pelos tipógrafos, que reivindicavam um aumento salarial. Os primeiros sindicatos, formados nessa época, tinham muita influência de imigrantes europeus anarquistas e comunistas. Durante o governo Vargas, na década de 30, algumas conquistas trabalhistas foram consolidadas (como a jornada de 8 horas), mas os sindicatos foram mantidos sob controle estrito do governo. Antes do golpe civil-militar de 1964, os sindicatos passavam por intensa atividade política, mas foram interrompidos e perseguidos pelas forças conservadoras no poder. Com o processo de redemocratização, na década de 80, surge o chamado novo sindicalismo, resultado das grandes mobilizações na região do ABC paulista.

Bibliografia:
BOTTOMORE, Tom (editor). Dicionário do pensamento marxista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001

HACK, César Brognoli. Discurso midiático e greve dos trabalhadores do transporte coletivo em Florianópolis no ano de 2012. Trabalho de conclusão de curso em Ciências Sociais. UFSC, 2014.

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/sociologia/sindicalismo/

Como surgiu os sindicatos na Europa?

As origens do sindicalismo encontram-se na Inglaterra industrial, onde a partir da 2. década do século XIX apareceram várias associações operárias de ajuda mútua e de defesa dos trabalhadores. Legalizaram-se em 1824, difundindo-se na década seguinte por toda a Europa.

Por que foi criado os sindicatos?

Os sindicatos surgiram para propiciar a passagem da dispersão e impotência dos assalariados diante dos patrões para o início da união dos trabalhadores em torno de seus interesses.

Como funciona os sindicatos na Europa?

Na Europa, a taxa de sindicalização é muito variável e dificilmente comparável já que os sistemas são diferentes. Beira os 10% na França e na Polônia, 20% na Alemanha e na Espanha, e chega perto dos 70% na Suécia e na Finlândia. Em geral, a força do sindicalismo tem um impacto na igualdade social nesses países.

Como surgiram os primeiros sindicatos e quais eram suas funções?

O Sindicato foi criado pelos próprios trabalhadores em defesa de seus interesses. Há mais de 200 anos, no século XVIII, na Europa, começou o que se chama de Revolução Industrial, a partir de descobertas tecnológicas que revolucionaram a prática da manufatura.